terça-feira, 8 de março de 2011

Stromae - Alors On Danse


Ele é tão Serge Gainsbourg que me senti na obrigação de postar. Muito bom.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Tumblr

Está difícil arrumar um tempo pra ficar no blog. Enquanto isso, vou postando nesse tumblr, que fiz ontem mesmo.

A Noite Americana

domingo, 30 de janeiro de 2011

Colisão de corpos Ou A história da humanidade

Feito gato e rato o corpo açoita o corpo
E pede o chicote do carrasco na fervura da carne,
Suga voraz os cachos de uva pendurados na nudez de mármore,
Enquanto faminto morde os pêssegos sobre o moreno tronco.

Dançam, latinos, em qualquer continente.
Formam contingentes anônimos de selvagens.
Caçam na orla entreatos, os anfíbios, e buscam na Natureza
Alento para a libido.

Em festas gregas e ritos pagãos. Nomeiam
Festejos a cada século, com o mesmo intuito
E o mesmo elo.

É o Desejo um tal cavalo cego
Que segue com a História em sua carroça.
Tem início antes da probidade
E final, certamente, incerto.

sábado, 29 de janeiro de 2011

Baarìa - Giuseppe Tornatore (2009)




Não entendo por que tanta gente está reclamando deste filme do Tornatore. Superem "Cinema Paradiso", pessoas, e vamos parar com as comparações.

Concordo, não há um aprofundamento no vínculo telespectador-personagem, e isso faz com que não nos identifiquemos com o drama. Mas espera aí, será que é o personagem (menino-homem) com quem devemos nos identificar? Creio que não. Essa não é a história de um herói. É a história de uma cidade, de um povo, de uma época. Contada tão singelamente que transcende a autobiografia de Tornatore e nos traz uma realidade próxima a nossa. Por que dizer logo de cara que a maneira rápida e saltada de contar a história e as elipses plásticas e dramáticas tão bruscas são erros do diretor? Não seria o voo do garoto no início do filme o nosso voo pela história que o filme conta?

Não quero falar em certezas, porque muito fica em aberto nesse filme. Você pode escolher onde se inicia o sonho. No entanto, como diz o garoto no filme "Mas pra ficar rápido, a mosca tem que morrer?". Não, ela não tem que morrer. E esse é um jogo simbólico extremamente importante para o significado artístico do filme.

Com as ricas incertezas, ainda ficam na memória os bélissimos planos que embelezam as paisagens secas, os diálogos inocentes, a atuação dos jovens e dos velhos. Fica o filme na memória. Porque Tornatore não fez um Cinema Paradiso 2 para nós, amantes do título, mas fez o que queria, e muito bem feito.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Faster, Pussycat! Kill! Kill! - Russ Meyer (1965)


E é esse meu primeiro contato com Russ Meyer. Fica uma sensação maravilhada da fotografia, do texto das atrizes, do corpão que desfila, do jeito pausado de falar, quase musical. Não é a genialidade que atinge, mas a originalidade. Um início de filme que convida com "Welcome to the violence!". Sei que vou rever, e quero ver outros.

Falha na reação automática

 Cabisbaixa, explica a amiga:
- Fê, meu pai morreu ontem. Não pude aparecer lá na sua casa, ainda tou meio abalada.

Olhando a tela do computador, o outro responde:
- Não fica assim não, Bia. Ele volta.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Tenho por tédio a quietude da alma, não a do corpo.

Meu corpo samba Noel Rosa dia e noite, calmo e melancólico,
Mas nunca para.
Meu corpo fala com a rosa, que responde cromática, seu hino de amor.
Meu corpo acasala e goza vida todo o tempo.
Minha alma não, minha alma adormece.
Minha alma muda faz sinais que não entendo.

Somos dois, corpo e alma.

Dois estranhos.

Os amores de uma noite passam pela porta,
E o que resta de poético nesse quarto é uma garrafa vazia de vinho.
Correm as noites em que meu corpo grita
O silêncio de minha alma.
Correm os corpos nus nessa Veneza fantástica criada por mim,
E morrem calados os sonhos inquietos que tenho acordado.

Não me julguem epicurista, pois amo a vida!
Minhas queixas são desvairadas, sem objetivo certo.
Talvez nem sejam minhas, estas queixas. Talvez, algumas partes...

Parte de mim dorme.
Só me resta carne, sangue e ossos conscientes.
E cansados.